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![]() Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importava os rios ? Eram grande ? Pois que fossem... Em que lhes contribuiriam para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil ? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi ? Não. Lembrou das suas cousas de tupi, do folk-lore das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação ? Nenhuma ! Nenhuma!!! O Triste Fim de Policarpo Quaresma =-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=- "A escola não é estática nem intocável. A forma que ela assume em cada momento é sempre o resultado precário e provisório de um movimento permanente de transformação, impulsionado por tensões, conflitos, esperanças e propostas alternativas". Cuida Escola, Instituto de Ação Cultural, 1980. =-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=- ...Hospício foi construído para controlar e reprimir trabalhadores que perderam a capacidade de responder aos interesses capitalistas de produção...A relação existente entre o médico e o doente é uma relação de domínio e poder, e é difícil sair dessa contradição... No capitalismo, como sabemos, o lucro é a mola propulsora de todas as conquistas. o ser humano é apenas um detalhe nessa engrenagem do "quanto mais, melhor" Pobres Metáforas A vida de pobre é metáfora de morte. O seu emprego é metáfora de escravidão. O seu salário é metáfora de esmola. O seu patrão é metáfora de carrasco. A policia é metáfora de bandido. A política é metáfora de ladrão. O governo é metáfora de desmando. O ensino é metáfora de inépcia pedagógica. A assistência médica é metáfora de atentado à saúde. E o Brasil, de metáfora em metáfora, corre o risco de se tornar-se um arremedo de pais. Neuci Gonçalves. SABIDO Saber que o gesto ler Rima com prazer. Todo mundo deve ter O que beber e comer. Saber que viver Rima com crescer. Quem tem poder é a palavra querer. Sempre saber ver, escutar é mais que dizer; falar, menos que imaginar, podem crer. Mario Pirata. Mitologia Moderninha Todos os poderes, Senhores de política, da guerra, Dá mídia, do dinheiro, São deuses, no minimo herois, No Olimpo, no congresso, no banheiro; Qualquer um deles de Midas o mesmo poder herda E mais um, novo: Tocando a esperaça do povo, Esta vira em merda. Ulisses Tavares. O PONTO DE VISTA DO MACACO Três macacos sentados num coqueiro discutiam o que para eles não podia ser verdadeiro. Um deixou ouvir sua voz e disse aos outros dois: - existe certo rumor que pode ser só um erro: que homem descende de nossa nobre raça! A só idéias é uma desgraça! Nunca um macaco abandonou sua esposa, nem matou seus filhotes de fome, arruinando sua vida por qualquer coisa; e nunca se viu, também, que uma macaca-mãe tenha deixado sues filhos, abandonado o lar, para que ao final, saibam apenas, quem foi sua mãe. E outra coisa nunca vista é ver um macaco contruir um tapume egoísta, deixando os cocos apodrecerem, imepdindo assim que outros macacos os venham a comer, uma vez que é estultícia guardar aquilo que a fome obriga a roubar. Outra coisa que um macaco nunca faria seria sair pelas noites, usando revólver ou punhal, tirando a vida de um semelhante, sem nenhuma finalidade. Se o homem descende, fatal maldição! Contudo, irmão, é certo que não descende de nós não é de nossa condição! Silbernale, Lago, Carvalho. Os empregos estão acabando, mas não o trabalho. Os trabalhadores do futuro não contarão, como a geração de seus pais, com as garantias básicas da relação empregatícia, mas ganharão em independência e capacidade de iniciativa. O que fazer? Não se angustie. "A primeira coisa é não acreditar naquilo que o seu pai está lhe falando", aconselha o consultor em gestão empresarial Waldez Luiz Ludwig. Ele dá o conselho e o exemplo. Formado em Psicologia, pela UnB, e em Teatro, no Dulcina, montou uma empresa de consultoria em gestão empresarial no Rio de Janeiro, a MCG, e tornou-se um dos conferencistas mais bem-pagos do Brasil. Grau de realização profissional? "O mais absoluto, faço teatro todos os dias", brinca, referindo-se à intensa atividade de palestrante. Nesta entrevista ao Radcal, Waldez Ludwig destaca a crescente importância da criatividade na realização profissional: "Invente uma profissão para você, se você quer ter um trabalho no futuro". Qual é a coisa mais básica para quem está começando a se preocupar com o mercado de trabalho? A primeira coisa é entender que a relação empregatícia está num processo de diminuição. A ligação das pessoas ao trabalho tende a não passar mais por ela, mas sim por formas novas, que envolvem formação de cooperativas, trabalho autônomo etc. Isso implica o esboço de um perfil profissional muito diferenciado. O mercado não irá acolher mais aquele trabalhador que se formava para ser o empregado de uma firma na qual faria uma carreira predeterminada ao longo dos anos. O que isso implica em termos de exigências quanto aos futuros trabalhadores? Existe a necessidade, agora, de que o trabalhador seja alguém capaz de tomar conta de sua própria carreira e de si mesmo. Além de precisar evidentemente entender do oficio que eventualmente exerça, o trabalhador necessitará entender muito de aspectos ligados ao marketing pessoal, investimentos, custos, riscos etc. A relação é cada vez mais autônoma. O chamado trabalho de free-lance, que antes denominava só os serviços avulsos prestados por jornalistas, hoje se generalizou e há também médicos free-lancers, diretores financeiros free-lancers etc. Esse contexto de fim do vínculo empregatício formal não é angustiante, para quem ainda nem começou? Não. Para entender isso, a primeira coisa é não acreditar naquilo que o seu pai está falando. Eu também sou pai. Mas o problema é que nós viemos de um modelo velho, no qual segurança equivalia a ter patrão. Não: a primeira coisa é entender que segurança não é ter patrão; é ter liberdade. Só se é seguro quando se está livre. Daí uma segunda coisa a evitar, ligada à primeira: a ilusão de adquirir segurança num emprego público. Hoje, vejo pais tentando convencer ou incentivar seus filhos a fazerem um concurso público. Ora, o Estado também está mudando e diminuindo seu perfil de atuação. Muitas de suas instituições deixarão inclusive de existir. O que acontecerá? Em 2010, quando esse adolescente de hoje estiver no auge de sua capacidade produtiva, é possível que o órgão público ao qual os seus pais dirigem seu interesse nem exista mais. Até que ponto é importante, do ponto de vista da produtividade mesmo, fazer o que se gosta? É mais um caso de esquecer a lição que nos ensinaram os nossos pais. Sempre pensamos naquela idéia de que primeiro vem o trabalho e o modo de ganhar a vida; depois, a diversão e o lazer. E, no Brasil, a mentalidade escravocrata consolidou a associação do trabalho à obrigação. O trabalho tem que ser visto como uma alegria, uma dádiva de Deus; não como uma praga ou castigo. É preciso ver que trabalho é lazer e que o lazer pode ser trabalho. Uma pessoa que tem o aeromodelismo como hobby pode começar a vender modelos e por fim se converter até num construtor profissional de aeromodelos. Portanto, o trabalho pode ser um lazer e o lazer pode vir a se converter num trabalho. Isso é básico: só se meta a fazer aquilo de que gosta. Até para dirigir um táxi você precisa sentir prazer. Mesmo que você estiver numa situação angustiante de desemprego, não se meta a colocar um táxi na praça, se detesta dirigir. E a que profissões o jovem deveria se dirigir? Existem áreas ou ramos de atividade em ascensão? Aí cabe um terceiro conselho: não se meter em atividades abundantes, isto é, naquelas de que todos estão falando e às quais tendem a se dirigir. Hoje, todo mundo se encaminha para atividades como informática e comunicação, principalmente publicidade e jornalismo. Ora, com isso haverá um crescimento da oferta de trabalho no setor. Por sua vez, poucos são os que estão se dirigindo a áreas como biologia molecular e engenharia genética. Muitas profissões, como as que conhecíamos, estão acabando. O analista de sistemas que conhecíamos não existe mais. De modo geral, o conselho que eu dou é esse: invente uma profissão para você, se deseja ter um trabalho no futuro. Existem especificidades brasileiras a considerar nessa questão universal do futuro do trabalho e do emprego? O Brasil tem uma grande vantagem em relação a países europeus, como, por exemplo, a Alemanha. É que aqui há muito trabalho, tudo está por ser feito em nosso país. A Alemanha é um "país pronto", o Brasil está por fazer. É um absurdo um país que tem tanto trabalho ter tanta gente desempregada. O problema está tanto do lado dos investimentos públicos, quanto dos privados. Os empresários mais competentes estão diversificando seus investimentos e alguns deslocam capitais da indústria para o ramo da hotelaria, por exemplo. E o que o setor público deve fazer? De um lado, é preciso que o Estado invista naquilo que gera trabalho. Na agricultura e na indústria, o nível de emprego não cresce. A cultura, notadamente nos ramos do entretenimento e do turismo, é o setor no qual mais cresce o nível de emprego, em todo o mundo. No entanto, corresponde sempre ao menor orçamento do Estado, do governo e dos municípios. Ao lado disso, seria obrigatório, simultaneamente, colocar todas as pessoas - inclusive aquelas com mais de 40 anos de volta à escola. Para quê? Para se concentrar em educação básica, não em programas de qualificação profissional, porque se as pessoas têm o básico elas se requalificam por si mesmas. Se não se requalificarem haverá um genocídio. E como isso poderia ser viabilizado? É preciso dar trabalho para todos. Porém, só durante quatro horas; as outras seis, dentro da escola. Em Brasília, há buraco para cavar? Há, portanto, o sujeito pode cavar buraco mas não durante doze horas, senão ele estará perdido. Coloque-o para trabalhar durante quatro horas e lhe dê mais seis horas de educação básica. O resto ele fará sozinho; pois saberá ler, ver TV criticamente. Mas como está a escola, hoje, diante dessas tendências? Não há uma preparação básica para o trabalho. Você poderia lembrar o ensino profissionalizante, mas não é disso que se trata. A educação para o trabalho tem a ver com a aquisição de competência em ferramentas de trabalho como a Qualidade Total, o ISO-9000 (as normas internacionais de qualidade, indispensáveis a todos aqueles que querem ter um bom trabalho) etc. Em primeiro lugar, os alunos precisam pressionar os professores e os diretores de suas escolas para poder ter acesso a esses conteúdos e habilidades que tenham a ver com trabalho. E diante da situação imediata, de evidente ausência desses conteúdos, que pode fazer o estudante? A solução é buscar fora da escola. Ou seja, ir aos cursos do SEBRAE, descobrir como se faz para abrir e administrar uma empresa etc. Sem falar na necessidade óbvia de aprender inglês e espanhol, duas línguas indispensáveis hoje em dia. Como deveria ser a escola para preparar para o trabalho? A educação escolar deveria sobretudo privilegiar o aspecto da criatividade, trazendo-o para o primeiro plano. É muito mais importante ser criativo do que ser bem-informado. O aspecto da informação tão enfatizado na escola que prepara para "fazer prova" deveria ficar em segundo plano. Outro requisito é falar bem. As escolas deveriam enfatizar o desenvolvimento da capacidade de expressão oral, não só escrita. Isto é: além de precisarem dar uma ênfase muito maior à escrita, do que a atual, precisariam igualmente enfatizar o desenvolvimento da capacidade de expressão oral. Finalmente, vem o uso de novas mídias, como a informática. Não se trata de só ministrar cursos que ensinem a lidar com a infra-estrutura básica, Windows, Word etc. Muito mais importante é ensinar a criar uma home page na Internet e a pesquisar na rede. Ludwig "Criamos um mundo artificial para as crianças e pagamos um preço carísimo" "Professores e alunos são estranhos um para o outro, a culpa é do sistema educacional doentio que se arrasta por séculos" "Nós nos tornamos maquinas de trabalhar e estamos transformando nossos filhos em máquinas de apreder" "Nossa memoria virou um depósito de informações inúteis" "Vamos observar passivametne nossos filhos serem vitimas do sistema social que criamos ?" Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. "Como sou infeliz! quem me livrará deste corpo que está me levando para a morte ?" Romanos 7:24 "Por isso odeio esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol era penosa; sim tudo é vaidade e aflição de espírito" Eclesiastes 2:17 Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você..!" Mário Quintana
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